Escorvaninha 1


Dia nove de abril de dois mil e sete,
 Fonte: Verdana
"Calma, atenção. Preciso de uma música para me concentrar..."

Pesquiso musica clássica: Dvořák, "Sinfonia numero Nove".
Bom, posso começar... Calma! Esqueci como se escreve essa palavra... O que faço? Vou pesquisar! Descubro que estou certo, agora vai... Mas o que escrevo? Talvez sobre meus pensamentos em relação da vida, posso fazer uma reclamação sobre como está tudo ruim, ou falar dessa vontade de desaparecer do mundo...
"Vou falar de meus pensamentos em relação da vida!"
Será que está bom? Acho que escrevi mais do mesmo, no mesmo tom, da mesma forma... Bom, vou escrever algo mais, um texto diferente, um poema!
"Ficou bom, mas não é perfeito"
Como vou melhorar sem treinar? Mas como treinar se não consigo aceitar algo que esteja apenas bom? Levanto-me, vou ao banheiro, tomo um copo de suco, penso em tudo que ainda me falta ser para que eu dizer que sou algo, concluo que agora mais do que tudo entendo o porquê não sou nada e não posso querer ser mais que isso.
"Alguém ligou o chuveiro"
Penso como tudo sempre é irônico, havia deixado um ventilador mantendo o ambiente agradável, mas a energia não suporta aparelhos, lâmpadas e o chuveiro ao mesmo tempo, me levando e desligo-o, já sentindo um calor provavelmente psicológico. Penso em tudo, e mais uma vez me pergunto:
"Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?"

Comentários