Sobre pais e nós mesmos

    Meu pai sempre é a primeira coisa que penso em relação a mim mesmo, afinal sempre buscamos um exemplo, um suporte, algo para se espelhar, e todos fazem isso: sempre olhamos para nossos passados e nos perguntamos como tudo aconteceu para sermos como somos.

    Não é uma receita de bolo: são muitas variáveis, condições e eventos, tudo prediz quem nós somos, e nossos pais estão diretamente relacionados a isso e apesar de nossas qualidades virem por parte deles, nossos defeitos também vem, mas sobre isso nada se pode fazer: se falharam ou não em algo, você não pode simplesmente culpa-los, se você têm plena consciência de si e de seus atos, o fardo é seu para carregar. Seus defeitos, seu caráter e sua vida, tudo pertence a você a partir de quando você começa a tomar suas próprias decisões. E dizer que você tem um defeito é difícil, não é apenas falar "Sou mentiroso" e continuar mentindo que tudo fica bem, você tem que falar para si mesmo, que uma parte de você precisa de morrer, para que uma melhor nasça das cinzas.
    Nesse clima recente de 20 anos, percebo que o que se pode dizer sobre o agora é: "hora de tentar mais, até que a vida esvair-se dos meus olhos". Porque enquanto houver vida, haverá esperança.
    [Nesse tema devo acrescentar um agradecimento: minha mãe cria a mim e a meus irmãos sozinha desde que tenho dez anos, e agora aos 20 anos é oficial: já passei mais tempo criado por ela sozinha que junto ao meu pai, e apesar deu não ser o garoto religioso que ela desejava que eu me tornasse, sei que um dia ela entenderá o meu caminho]

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